A "cultura do cancelamento", semelhantemente ao "Tribunal do Crime", mesmo numa hipotese, praticamente remota, da sua cova estar fechada, e consequentemente, você ser perdoado, literalmente, devido às suas consequências psicológicas, você já estará morto!A "cultura do cancelamento" é uma das consequências do desenvolvimento tecnológico da humanidade neste século. O cancelamento, que sempre foi visto como algo negativo, ganhou proporções gigantescas com as facilidades criadas pela internet. Quando associado à cultura, o ato de cancelar uma pessoa, um grupo de pessoas ou até mesmo uma instituição contribui para aumentar ainda mais a linha tênue entre atitudes dignas e covardes.A cultura do cancelamento na internet não tem aviso prévio, regras claras, regulamento específico ou mesmo um compromisso ético e moral. Muitas vezes, sua origem ocorre em segredo, sem dar ao seu alvo o direito de defesa. É tão cruel quanto o julgamento do "Tribunal do Crime", pois depois de cavarem a sua cova, não espere alguém se desculpar, mandar fechá-la, dar um tapinha nas suas costas e libertá-lo para que volte para casa com um sincero pedido de desculpas.Mesmo que, em uma hipótese remota, sua cova seja fechada e você seja perdoado, as consequências psicológicas já terão sido devastadoras. A "cultura do cancelamento" é semelhante ao "Tribunal do Crime", pois, mesmo que você seja libertado, você já estará "morto" devido às suas consequências psicológicas.
Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...

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