Pular para o conteúdo principal

O Calendário Judaico - setembro 18, 2020 Diretor do Cafetorah

 


É muito importante salientar que o calendário judaico hoje não é o calendário bíblico, mas sem dúvida alguma está baseado nele. Com algumas regras acrescentadas afim de corrigir a diferença anual das estações e acima de tudo, uma mudança radical nos nomes, para os nomes do meses do calendário babilônico, entre eles, alguns que levantam suspeitas de serem nomes de deidades babilônicas.

O Calendário Judaico segundo a qual são realizadas as atividades do cotidiano de todos nós foi adotado para orientar a população judaica principalmente quando estava no cativeiro após a expulsão por parte dos romanos. A maioria dos habitantes de Israel vivem de acordo com o calendário internacional, Gregoriano, e em parte de acordo com o calendário Judaico. Esta convivência hoje com o calendário cristão-gregoriano não é prejudicial, é uma adaptação a realidade internacional, porém os ciclos de festas e memoriais, dias santos e meses judaicos continuam sendo observado principalmente pela população mais religiosa do país.

A fonte de todos os nomes dos meses do calendário judaico é do idioma Acádio, um antigo idioma da Babilônia babilônica. O acadiano era a língua falada e escrita pelos judeus na Babilônia durante o exílio logo após a destruição do Primeiro. Os nomes dos meses foram trazidos para Israel em Israel por Shavei Zion, ou seja, pelos judeus que voltaram da Babilônia para Israel Israel com Esdras e Neemias.

Os nomes dos meses que eram comuns em Israel antes do exílio babilônico não foram preservadas. O calendário de Gezer do século X AC não menciona os nomes dos meses, mas foi nomeado para o trabalho feito nos campos e vinhas, a fim de dar aplicabilidade do volume de negócios anual de como funcionava a agricultura. Os nomes de alguns meses do ano estão mencionados nos livros de Reis, mas não são aplicáveis no dia a ​​dia na rotina judaica como eram “Mês robusto” = Tishrei; “Mês do sêlo” = Cheshvan, no calendário dos cananeus estes eram nomes de sacrifícios mensais que ocorriam a cada lua nova.

Segue abaixo os nomes dos meses judaicos

Mês de Tishrei

Acadiano Tishrei = Iniciar. Este mês é mencionado em I Reis 8:2 chamado Lua robusta ou Mês robusto. Há apenas um mês do resto dos nomes babilônicos, que também é Ugarit (3) = lua vai servir.
Tishri

Mês de Cheshvan

Acadiano, Lua ou Mes de selo ou completa = oitavo mês. Mencionado no I Livro dos Reis 6:38 chamada Yareach Bull.

Mês de Kislev

Assírio, Lua espessa ou Mês espesso. Acadianas – micelas = óleo espesso. palavra hipotética significando lombo expectativa de chuva. É mencionado duas vezes na Bíblia – o livro de Zacarias 7:1 e em Neemias 1:1.

Mês de Tevet

Acadiano, afundamento. Aparentemente, a lama que se acumula por causa das chuvas. Mencionado no livro de Ester 2:16.

Mês de Shivat

Acadiano, tribo – o mês com chuva. Mencionado no livro de Zacarias 1:7.

Mês de Adar

Acadiano, o significado não é claro. Sugerem que a interpretação que é um mês cinzento, chuvoso, mal iluminado (nublado). Mencionado no livro de Ester, 3:7.
azevinho

Mês de Nissan

Acadiano, brotos, rebentos, mencionado em Neemias, 2:1, Livro de Ester, 3:7.
Nissan

Mês de Yar

Acadiano, significa que a luz. Mencionado no Talmud, Tratado Rosh Hashaná.

Mês de Sivan

Acadiano: Uma data fixa.

Mês de Tamuz

Acadiano, Tamuz é o nome de um deus babilônico antigo.
Tamuz

Mês de Av

Acadiano: Abu = Canas, juncos. Nele fazia-se o corte de cana. Também chamado Av Menachem segundo uma lenda nele teria nascido o Messias, em Tishá be’Áv.

Mês de Elul

Acadiano,colheita, eu seja, neste mês fazia-se a colheita.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Doutrina Monroe - Por: Marcos Benedito - 03/01/2026

Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...

OBSERVATÓRIO - Imigrantes africanos protestam por direitos humanos em Israel - Do G1, com agências inernacionais

Os imigrantes pedem que o governo conceda a eles o status de refugiado. Enquanto isso, são abrigados em centro penitenciários.                           Munidos de velas e cartazes, imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários. (Foto: Oren Ziv/France Presse)   Imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários e para terem respeitados os direitos humanos. Em um protesto pacíficio, milhares seguram velas e ostentaram cartazes pedidno liberdade. Cerca de 60 mil imigrantes africanos vivem em Israel sem o status de refugiado. Eles são abrigados em centros de detenção, devido a uma lei que passou no parlamento...

Madame Satã, o transformista visto como herói da contracultura e vilão pelo governo Bolsonaro - Daniel Salomão Roque De São Paulo para a BBC News Brasil 26 junho 2021

  bibliOTECA NACIONAL Legenda da foto, Manchete sobre a participação de João Francisco numa fuga penitenciária em 1955. O transformista nutria grande admiração por Carmen Miranda e procurava imitá-la sempre que possível Ao abaixar a cabeça, João Francisco dos Santos, então com 28 anos, viu duas poças se avolumarem no chão de seu quarto — de um lado, as gotas de sangue pingando através de um rasgo em sua sobrancelha direita; do outro, as lágrimas que lhe escorriam pelos cantos dos olhos. Não demorou muito para que ambos os fluidos se misturassem numa poça maior. "A minha pessoa estava feliz demais naquela noite. Eu devia ter desconfiado", recordaria quatro décadas depois, em depoimento ao escritor Sylvan Paezzo (1938-2000). "Já tinha apanhado tanto da danada da vida, que pensei ter chegado a minha boa hora. Aquela demagogia de que não há mal que sempre dure e que depois da tempestade vem a bonança." Corria o ano de 1928, e João Francisco acreditava ter realizado o so...