Pular para o conteúdo principal

Estas fotos poderosas revelam como era a China de 70 anos atrás - publicado 1 de Outubro de 2019, 6:07 p.m. Gabriel H. Sanchez Gabriel H. Sanchez BuzzFeed News Photo Essay Editor

Em 1949, Mao Tse-Tung declarou a fundação da República Popular da China, dando início a 70 anos de uma reviravolta social e política sob o regime comunista.

Nos últimos 70 anos, a China passou por uma grande reviravolta social e política sob o regime comunista. A influência do Partido Comunista da China cresceu de forma constante ao longo do início do século 20 com o apoio da União Soviética, causando uma letal guerra civil entre comunistas e nacionalistas e resultando na fundação da República Popular da China em 1949.
A Guerra Civil Chinesa alcançou um momento decisivo após a Guerra Sino-Japonesa, quando as negociações entre Comunistas e Nacionalistas haviam fracassado. Enquanto o Exército Vermelho, apoiado pelos soviéticos, controlava o interior do norte da China, Nacionalistas apoiados pelos EUA concentravam suas forças na defesa das cidades de Shenyang, Changchun e Jinzhou. No outono de 1948, essas cidades foram capturadas pelo Exército Vermelho em uma derrota decisiva para os Nacionalistas.
Em 1º de outubro de 1949, Mao Tse-Tung, líder do Partido Comunista, declarou a fundação da República Popular da China no topo do Tiananmen, a Praça da Paz Celestial, em Pequim, anteriormente controlada pelos Nacionalistas.
As fotos abaixo mostram como era a China durante esse momento crucial de sua história.
AP
Em Pequim, Mao Tse-Tung cumprimenta um grupo de comandantes do exército comunista, em 18 de setembro de 1949.
Paul Popper / Getty Images
Uma rua com uma fila de riquixás em Xangai, por volta de maio de 1949.
Paul Popper / Getty Images
Garotos folheiam seus livros em uma rua de Xangai, por volta de maio de 1949.
Paul Popper / Getty Images
Um sapateiro em uma rua de Xangai, por volta de 1949.
Jack Birns / The LIFE Picture Collection via
Tropas nacionalistas recuam para o rio Yangtze, por volta de 1949.
Paul Popper / Getty Images
Menina pula corda em uma rua de Xangai, por volta de maio de 1949.
Jack Birns / Getty Images
Dois marinheiros dos Estados Unidos no Diamond Bar, em Xangai, 1949.
Bettmann / Bettmann Archive
Refugiada do norte da China em sua sampana, um barco de madeira típico da China, em Xangai, 1949.
Bettmann / Bettmann Archive
Refugiados recebem comida em um posto de auxílio, em 4 de fevereiro de 1949.
Bettmann / Bettmann Archive
Refugiados ocupam o prédio do Banco de Xangai em protesto depois de ter sido negado o auxílio financeiro que lhes tinha sido prometido, em 19 de fevereiro de 1949. Aqui, pessoas famintas com dinheiro pedem aos transeuntes que lhes comprem comida.
Bettmann / Bettmann Archive
Em desespero, as pessoas sobem em trens em Nanquim para escapar do conflito, 5 de fevereiro de 1949.
Cpg / AP
Estrangeiros são evacuados de Qingdao para Xangai, em 21 de fevereiro de 1949.
Bettmann / Bettmann Archive
Documentos do governo nacionalista são cuidadosamente queimados em Nanquim para impedir que caiam nas mãos das tropas comunistas, em 5 de fevereiro de 1949.
Charles Gorry / AP
Um tanque dos nacionalistas anda pelas ruas de Xangai, em 26 de abril de 1949.
Paul Popper / Getty Images
Prisioneiros em Xangai a caminho de seus locais de execução, por volta de maio de 1949.
Keystone / Getty Images
Um proprietário de terras é executado perto de Fukang, 1949.
Paul Popper / Getty Images
Tropas nacionalistas reunidas em preparação para a guerra contra os comunistas, por volta de maio de 1949.
Jack Birns / Getty Images
Soldados queimam casas para abrir espaço ao campo de batalha, 1º de maio de 1949.
Keystone / Getty Images
Tropas comunistas fazem prisioneiros depois dos fortes combates no ataque a Xangai, em 21 de maio de 1949.
/ AP
Um soldado ferido entre prisioneiros nacionalistas perto de Xangai, em 31 de maio de 1949.
Bettmann / Bettmann Archive
Milhares de pessoas em Xangai saem às ruas para comemorar o nascimento da República Popular da China, em 1949.
Staff / AFP / Getty Images
Soldados comunistas e crianças cantam em Shenzhen, 25 de outubro de 1949.
Bettmann / Bettmann Archive
Pessoas em Xangai comemoram a fundação da República Popular da China, 2 de novembro de 1949.
Uncredited / AP
As pessoas lotam as ruas de uma cidade não identificada e seguram cartazes de Mao Tse-Tung, em 1949.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OBSERVATÓRIO - Imigrantes africanos protestam por direitos humanos em Israel - Do G1, com agências inernacionais

Os imigrantes pedem que o governo conceda a eles o status de refugiado. Enquanto isso, são abrigados em centro penitenciários.                           Munidos de velas e cartazes, imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários. (Foto: Oren Ziv/France Presse)   Imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários e para terem respeitados os direitos humanos. Em um protesto pacíficio, milhares seguram velas e ostentaram cartazes pedidno liberdade. Cerca de 60 mil imigrantes africanos vivem em Israel sem o status de refugiado. Eles são abrigados em centros de detenção, devido a uma lei que passou no parlamento...

Doutrina Monroe - Por: Marcos Benedito - 03/01/2026

Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...

Madame Satã, o transformista visto como herói da contracultura e vilão pelo governo Bolsonaro - Daniel Salomão Roque De São Paulo para a BBC News Brasil 26 junho 2021

  bibliOTECA NACIONAL Legenda da foto, Manchete sobre a participação de João Francisco numa fuga penitenciária em 1955. O transformista nutria grande admiração por Carmen Miranda e procurava imitá-la sempre que possível Ao abaixar a cabeça, João Francisco dos Santos, então com 28 anos, viu duas poças se avolumarem no chão de seu quarto — de um lado, as gotas de sangue pingando através de um rasgo em sua sobrancelha direita; do outro, as lágrimas que lhe escorriam pelos cantos dos olhos. Não demorou muito para que ambos os fluidos se misturassem numa poça maior. "A minha pessoa estava feliz demais naquela noite. Eu devia ter desconfiado", recordaria quatro décadas depois, em depoimento ao escritor Sylvan Paezzo (1938-2000). "Já tinha apanhado tanto da danada da vida, que pensei ter chegado a minha boa hora. Aquela demagogia de que não há mal que sempre dure e que depois da tempestade vem a bonança." Corria o ano de 1928, e João Francisco acreditava ter realizado o so...