Pular para o conteúdo principal

VALE A PENA VER DE NOVO - INAUGURAÇÃO DA EMEB PROFESSOR ALVINO BARBOSA NO JARDIM ETEMP - FONTE: ASSOCIAÇÃO CULTURAL AFRO-BRASILEIRA DE ARAÇATUBA E FOLHA DA REGIÃO

INAUGURAÇÃO DA EMEB PROFESSOR ALVINO BARBOSA NO JARDIM ETEMP - FONTE: ASSOCIAÇÃO CULTURAL AFRO-BRASILEIRA DE ARAÇATUBA E FOLHA DA REGIÃO

Foto de Alvino Barbosa - Folha da Região

No dia 04 de fevereiro de 2015, a Prefeitura Municipal de Araçatuba, através da Secretaria Municipal de Educação, estará inaugurando a EMEB Professor Alvino Barbosa, localizada no Jardim Etemp em Araçatuba.

A inauguração contará com a presença do Sr. Prefeito Cido Sério, o Sr. Luiz Carlos Custódio, secretário da educação do município e várias outras autoridades do Legislativo e do Executivo, além de representantes da Associação Cultural Afro-Brasileira de Araçatuba e diversos outros representantes do movimento negro local.

Renato Barbosa, deverá ser o porta-voz da família do Professor Alvino Barbosa.

Para as entidades que compõe o Movimento Negro de Araçatuba, a homenagem ao Professor Alvino Barbosa contribui para que toda a sua luta seja reconhecida pela população de Araçatuba, inserindo-o entre os maiores representantes da luta pela igualdade de oportunidades e justiça social no Brasil.

Conheça o Professor Alvino Barbosa:

Conhecido como um homem exigente, porém muito competente, o professor Alvino Barbosa nos deixou para sempre. Foi-se o homem, ficou seu invejável legado cultural.
Professor, técnico em contabilidade e bacharel em direito, Alvino esteve sempre ligado à vida acadêmica, ora como aluno, ora como professor. Como aluno, destacou-se nas instituições em que cursou, destacando os cursos frequentados nas faculdades de filosofia, ciências e letras de Araçatuba, Jales, Ribeirão Preto e Bauru.
Irrequieto, frequentou ainda a Universidade Católica de Minas Gerais, visando aperfeiçoar os conhecimentos nas áreas em que lecionava. Dividindo seu tempo com a família e o magistério, Alvino, sempre faminto por cultura, decidiu já adulto mais uma vez encarar os bancos acadêmicos, desta feita na faculdade de ciências jurídicas e sociais de Araçatuba, no Unitoledo, donde veio a se formar nos meados de 2005.

Como professor, lecionou em 21 escolas de primeiro e segundo graus nas cidades de Araçatuba, Guararapes e Valparaíso, além de exercer a nobre profissão em mais de dez faculdades, destacando-se a de filosofia, ciências e letras de Araçatuba, a FEA (Fundação Educacional de Araçatuba) e a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Jales. 

Alvino tinha notável preferência pela geografia, e essa característica o levou a lecionar geografia, física geral, humana e do Brasil. Ao longo da sua atuação como professor, lecionou também geografia econômica, alem de estudos dos problemas brasileiros (EPB), economia regional e urbana, cultura brasileira e, por fim, direito internacional público e direito comercial. 

Como escritor, dedicou-se ao estudo da geografia, tendo publicado vários livros, com destaque aos didáticos: estudos de geografia física I, II e III; estudos de geografia do Brasil I, II e III; estudos de geografia humana II e III e estudos de geografia humana geral e do Brasil. 

A sua contribuição social também foi notável, pois juntamente com outros membros da comunidade negra de Araçatuba, fundou em 1988 a Associação Cultural Afro-Brasileira de Araçatuba, da qual foi presidente por três mandatos. Essa sua atividade consumiu-lhe muito tempo, pois Alvino sempre dedicado àquilo que fazia, exigia dos seus pares, assim como de si próprio, uma resposta rápida aos problemas que afligiam a comunidade negra de Araçatuba. 

Pois é, o conhecido e festejado professor Alvino faleceu no 13 de junho de 2010, deixando-nos seus preciosos ensinamentos culturais e sociais, e a certeza de que certamente todos nós precisamos fazer deles bom uso. Alvino, até sempre.
VEJA ENTREVISTA DO PROFESSOR ALVINO CONCEDIDA À FOLHA DA REGIÃO:
http://fccn-aracatuba.blogspot.com.br/2011/04/historiador-fala-sobre-dia.html

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Doutrina Monroe - Por: Marcos Benedito - 03/01/2026

Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...

ATITUDE BRASIL: Um olhar sobre o grupo depois de mais de 20 anos - Por: Marcos Benedito

Ao tomar a iniciativa de recuperar e registrar o material do Atitude Brasil na plataforma do YouTube, comecei também a observar novos detalhes que, na época em que tudo foi produzido, talvez não tivessem recebido a devida atenção. Mais de 20 anos depois, ao rever essas gravações, algumas características do grupo tornam-se muito mais evidentes. E uma das primeiras coisas que chama a atenção é justamente aquilo que talvez seja uma das marcas mais importantes do Atitude Brasil: a espontaneidade . A espontaneidade como marca Nas gravações é possível perceber uma alegria natural. Não parece haver uma tentativa artificial de produzir uma determinada reação ou de representar uma coreografia previamente ensaiada. A alegria simplesmente acontece. O grupo demonstra espontaneamente a satisfação de tocar, cantar e fazer música. Isso é particularmente significativo quando comparamos com algumas performances musicais em que a movimentação, os gestos e as expressões parecem excessivamente programados...

OBSERVATÓRIO - Imigrantes africanos protestam por direitos humanos em Israel - Do G1, com agências inernacionais

Os imigrantes pedem que o governo conceda a eles o status de refugiado. Enquanto isso, são abrigados em centro penitenciários.                           Munidos de velas e cartazes, imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários. (Foto: Oren Ziv/France Presse)   Imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários e para terem respeitados os direitos humanos. Em um protesto pacíficio, milhares seguram velas e ostentaram cartazes pedidno liberdade. Cerca de 60 mil imigrantes africanos vivem em Israel sem o status de refugiado. Eles são abrigados em centros de detenção, devido a uma lei que passou no parlamento...