A Folha de São Paulo, no domingo, 21 de outubro, publicou uma matéria muito interessante, no caderno Ilustríssima, com o tema: “É fascismo ou não é?”.
Na matéria, prevaleceu a opinião de vários especialistas, que Bolsonaro não é um fascista encaixado perfeitamente no modelo italiano, inspirado por Hitler, Franco, Mussolini, mas que ele apresenta indícios fortes para isto, ou seja: a perseguição às minorias, o discurso bélico e violento, o desrespeito às instituições democráticas, a veneração ao Coronel Ustra, e outros gestos realizados pelo Capitão, colaboram para que ele represente uma nova forma de fascismo, uma espécie de neofascismo.
O jornalista Reinaldo Azevedo, afirma que: “O candidato não é um fascista. Mas deixem que ele organize o Estado à sua vontade e à de seus operadores, e se terá sim, um Estado... Fascista!”.
As nuvens que se avizinham, são cinzentas!
Juntemos alguns fatos recentes, e teremos um quadro delineado, onde o resultado final não será dos mais agradáveis.
Ameaças aos opositores, realizada na manifestação da Av. Paulista, Eduardo Bolsonaro, filho do Capitão, dizendo que com um cabo e um soldado, é possível fechar o STF.
Dezenas de agressões às minorias registradas pela imprensa e pelas redes sociais. Convocação de atos assinados por radicais de direita, pichações em locais públicos contra negros e nordestinos etc.
Existe uma reflexão que a Folha de São Paulo não faz, e que poucos estão se atentando, ou melhor, prestando atenção.
O vice de Bolsonaro, General Mourão, provavelmente seja muitas vezes mais radical que o próprio candidato.
Alguns vão dizer e dai?
Acontece que na história do Brasil, vários vices deixaram de ser coadjuvantes para se tornarem protagonistas.
E no caso do Bolsonaro, considerando-se todos os aspectos que rondam a campanha política, o discurso beligerante, cirurgias, atentados, ameaças, não seria um exagero imaginar-se a necessidade do seu vice ser muito acionado durante o seu provável mandato.
Não se trata de nenhum absurdo refletir sobre esta possibilidade.
Fatos recentes na trajetória política do Brasil apontam para esta realidade.
Em suma, não basta preocupar-se com o fantasma do fascismo que circunda o nosso ambiente político, mas também, no que representa a remilitarização das instituições brasileiras.
Estamos diante de um quadro que aponta para a solidificação dos ideais fascistas ou a ameaça da volta da Ditadura Militar, e tudo àquilo que ela representou nos longos 21 anos em que através da força e da violência, vigorou no Brasil!

Comentários
Postar um comentário