Pular para o conteúdo principal

Banalização da Cultura no País das Bananas - Por: Marcos Benedito


O mercado fonográfico, assim como muitas áreas de produção, tem uma dinâmica muito específica na produção da sua matéria prima.

Hoje em dia, devido as inovações tecnológicas, está acontecendo uma transformação muito intensa no modo de produzir, divulgar e trabalhar o nome dos artistas da conhecida "indústria do disco".

O material físico, já está sendo secundarizado no mercado, prevalecendo o material virtual.

Plataformas como Youtube, Spotify, SoundCloud e outras, estão substituindo a "velha indústria fonográfica", por modernas empresas especializadas em divulgação e distribuição virtual.

Enquanto isto, na Europa, em muitos países, o velho vinil, continua sendo cultuado como raridade.

Neste contexto, no Brasil, já não prevalece a velha metodologia do pagamento de "jabá", aos donos das rádios e emissoras de TV.

Pois com esta nova modalidade, a divulgação virtual passou à ser o melhor e talvez brevemente, o único caminho, para que um artista possa alcançar o grande público.

Esta proliferação de novas tecnologias, está causando uma certa "democratização" do mundo da música, contribuindo inclusive para uma banalização generalizada da qualidade musical, onde qualquer pessoa munida de um computador com uma placa de som, possa se tornar uma "celebridade" de um dia para outro, mesmo apresentando um trabalho de qualidade altamente duvidável!

As iniciativas culturais, a arte, a religiosidade, e todas as formas voluntariosas de expressão popular, acabam reproduzindo um pouco do patamar que a política já alcançou há muito tempo: uma deterioração generalizada, que somente o tempo vai dizer, se é algo reversível ou permanente.

A música brasileira, que outrora teve tanta riqueza harmônica, melódica e rítmica é mais uma vitima da conjuntura que prevalece atualmente no "País das Bananas", chamado Brasil!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Doutrina Monroe - Por: Marcos Benedito - 03/01/2026

Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...

ATITUDE BRASIL: Um olhar sobre o grupo depois de mais de 20 anos - Por: Marcos Benedito

Ao tomar a iniciativa de recuperar e registrar o material do Atitude Brasil na plataforma do YouTube, comecei também a observar novos detalhes que, na época em que tudo foi produzido, talvez não tivessem recebido a devida atenção. Mais de 20 anos depois, ao rever essas gravações, algumas características do grupo tornam-se muito mais evidentes. E uma das primeiras coisas que chama a atenção é justamente aquilo que talvez seja uma das marcas mais importantes do Atitude Brasil: a espontaneidade . A espontaneidade como marca Nas gravações é possível perceber uma alegria natural. Não parece haver uma tentativa artificial de produzir uma determinada reação ou de representar uma coreografia previamente ensaiada. A alegria simplesmente acontece. O grupo demonstra espontaneamente a satisfação de tocar, cantar e fazer música. Isso é particularmente significativo quando comparamos com algumas performances musicais em que a movimentação, os gestos e as expressões parecem excessivamente programados...

OBSERVATÓRIO - Imigrantes africanos protestam por direitos humanos em Israel - Do G1, com agências inernacionais

Os imigrantes pedem que o governo conceda a eles o status de refugiado. Enquanto isso, são abrigados em centro penitenciários.                           Munidos de velas e cartazes, imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários. (Foto: Oren Ziv/France Presse)   Imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários e para terem respeitados os direitos humanos. Em um protesto pacíficio, milhares seguram velas e ostentaram cartazes pedidno liberdade. Cerca de 60 mil imigrantes africanos vivem em Israel sem o status de refugiado. Eles são abrigados em centros de detenção, devido a uma lei que passou no parlamento...