Pular para o conteúdo principal

Em caso de guerra na península da Coreia, a aviação militar norte-americana pode desempenhar o papel fundamental, comunica o The National Interest em um artigo assinado por Dave Majumdar - POR: SPUTNIK BRASIL


Caças americanos F-35

Será que caças dos EUA podem 'neutralizar' Coreia do Norte em caso de guerra?

© flickr.com/ US Air Force/Master Sgt. Donald R. Allen
Inicialmente será acionada a frota de bombardeiros stealth do Pentágono, que inclui os F-22 Raptor, os F-35 Joint Strike Fighter e os B-2 Spirit, informa o The National Interest
Como indica o autor, a Marinha dos EUA vai provavelmente também desempenhar um papel importante, utilizando os seus submarinos e navios de superfície para lançar uma chuva de mísseis de cruzeiro Tomahawk sobre os alvos norte-coreanos. 
© REUTERS/ KCNA/VIA REUTERS
No entanto, as forças dos EUA teriam de agir mais rapidamente para conter a capacidade de retaliação da Coreia do Norte – as suas forças nucleares e forças da artilharia convencional, que podem atingir Seul. 
Se a administração Trump tiver que atacar a Coreia do Norte, as aeronaves stealth, como os F-35, teriam de eliminar rapidamente a defesa aérea da Coreia do Norte. Pyongyang não possui sistemas da defesa aérea modernizados, a ameaça provém só dos sistemas soviéticos que estão em serviço, informa Dave Majumdar.
Mas a Coreia do Norte possui algumas armas potentes mais recentes, como o seu KN-06, um clone dos mísseis S-300 russos. 
"Ninguém sabe exatamente quantos sistemas deste tipo existem. O KN-06 possui um sistema de radar multimissão para monitorar o sistema de orientação dos mísseis e pode ser o equivalente às primeiras versões dos S-300 mas com maior alcance", declarou o analista militar Vasily Kashin ao The National Interest. 
© AP PHOTO/ EXÉRCITO DOS EUA NA COREIA DO SUL
Mas o maior problema será a detecção das peças de artilharia norte-coreana apontadas para Seul, acredita Dave Majumdar. Qualquer ataque bem-sucedido à Coreia do Norte teria que eliminar estas ameaças antes que elas atingissem Seul.
"Com toda a probabilidade, isso vai começar com uma operação de surpresa com ataques aos principais alvos para eliminar as centenas de peças de artilharia que apontam para a capital da Coreia do Sul, instalações de armazenamento das armas nucleares e seus veículos de lançamento, para além dos sistemas da defesa aérea integrados. Estes ataques vão ser realizados em simultâneo", precisou para a edição Jerry Hendrix, do Centro para uma Nova Segurança Americana. 
Durante estes ataques, de acordo com Hendrix, os cruzadores norte-americanos deslocados no Japão, equipados com mísseis balísticos e sistemas Aegis, vão utilizar os seus radares para detectar e abater os mísseis da Coreia do Norte durante o lançamento. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OBSERVATÓRIO - Imigrantes africanos protestam por direitos humanos em Israel - Do G1, com agências inernacionais

Os imigrantes pedem que o governo conceda a eles o status de refugiado. Enquanto isso, são abrigados em centro penitenciários.                           Munidos de velas e cartazes, imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários. (Foto: Oren Ziv/France Presse)   Imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários e para terem respeitados os direitos humanos. Em um protesto pacíficio, milhares seguram velas e ostentaram cartazes pedidno liberdade. Cerca de 60 mil imigrantes africanos vivem em Israel sem o status de refugiado. Eles são abrigados em centros de detenção, devido a uma lei que passou no parlamento...

Doutrina Monroe - Por: Marcos Benedito - 03/01/2026

Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...

Madame Satã, o transformista visto como herói da contracultura e vilão pelo governo Bolsonaro - Daniel Salomão Roque De São Paulo para a BBC News Brasil 26 junho 2021

  bibliOTECA NACIONAL Legenda da foto, Manchete sobre a participação de João Francisco numa fuga penitenciária em 1955. O transformista nutria grande admiração por Carmen Miranda e procurava imitá-la sempre que possível Ao abaixar a cabeça, João Francisco dos Santos, então com 28 anos, viu duas poças se avolumarem no chão de seu quarto — de um lado, as gotas de sangue pingando através de um rasgo em sua sobrancelha direita; do outro, as lágrimas que lhe escorriam pelos cantos dos olhos. Não demorou muito para que ambos os fluidos se misturassem numa poça maior. "A minha pessoa estava feliz demais naquela noite. Eu devia ter desconfiado", recordaria quatro décadas depois, em depoimento ao escritor Sylvan Paezzo (1938-2000). "Já tinha apanhado tanto da danada da vida, que pensei ter chegado a minha boa hora. Aquela demagogia de que não há mal que sempre dure e que depois da tempestade vem a bonança." Corria o ano de 1928, e João Francisco acreditava ter realizado o so...