Pular para o conteúdo principal

As estranhas coincidências entre as mortes de Chester Bennington e Chris Cornell - ÓSCAR TÉVEZ - POR: EL PAÍS

Grandes amigos, o cantor do Linkin Park faleceu no dia em que nasceu o do Soundgarden

Grandes amigos, o cantor do Linkin Park faleceu no dia em que nasceu o do Soundgarden



Morre Chester Bennington Linkin Park
Chris Cornell e Chester Bennington, juntos no palco interpretando 'Hunger strike'.

Chester Bennington e Chris Cornell eram grandes amigos. Bennington, que morreu em 20 de julho de 2017, era o padrinho dos filhos de Cornell. No enterro de Cornell, Bennington interpretou Hallelujah, de Leonard Cohen, de forma emocionante. Ambos, Cornell e Bennington, sofriam de depressão. Cornell tirou a própria vida em 18 de maio de 2017. Os primeiros indícios apontam para que Bennington, vocalista do Linkin Park, também tenha se suicidado. Os dois enforcados. Uma outra coincidência de gelar o sangue: Bennington foi embora deste mundo exatamente no dia em que Cornell nasceu, 20 de julho. O vocalista do Linkin Park tinha 41 anos; o do Soundgarden, 52
Momento em que Bennington interpretou 'Hallelujah' no enterro de Cornell.

Outra das semelhanças entre as mortes é que estavam em turnê, trabalhando, portanto ninguém poderia prever um final tão trágico. Cornell tinha feito um show na noite anterior do suicídio, e o Linkin Park se apresentava em 22 de junho em Madri, 3 de julho em Londres e previam continuar a turnê em 27 de julho nos Estados Unidos.
Agora todos se lembram da carta escrita pelo cantor do Linkin Park quando Cornell morreu. Diz assim:


“Sonhei com os Beatles esta noite. Acordei com Rocky Raccoon [canção dos Beatles] tocando na minha cabeça e o rosto de preocupação de minha esposa. Ela me disse que meu amigo tinha morrido. Pensamentos sobre você inundaram minha cabeça e chorei.
Ainda choro, com tristeza, assim como com gratidão por ter compartilhado momentos tão especiais com você e sua linda família. Você me inspirou de muitas formas que nunca soube. Seu talento era puro e incomparável. Sua voz era prazer e dor, ira e perdão, amor e dor no coração, tudo em um. Suponho que isso é o que somos todos. Você me ajudou a entender isso.
Acabo de ver um vídeo seu cantando A day in the life, dos Beatles, e pensei em meu sonho.
Gostaria de pensar que você está dizendo adeus a sua maneira. Não consigo imaginar um mundo sem você.
Rezo para que encontre paz na outra vida. Mando meu amor a sua esposa e filhos, amigos e família.
Obrigado por me permitir fazer parte de sua vida.”
Os dois grandes amigos compartilharam o palco algumas vezes. A mais emocionante foi em 2008, quando Chris Cornell e o Linkin Park fizeram uma turnê juntos. Em algumas datas daquele tour, Cornell convidava ao palco Chester Bennington para interpretar Hunger strike juntos. Trata-se de uma canção do primeiro disco do Temple of the Dog, que para muitos é o grupo que antecipou o grunge. Foi a banda em que Chris Cornell (que logo montaria o Soundgarden) e Eddie Vedder (que fundaria o Pearl Jam) tocaram juntos.
Ver os dois, Cornell e Bennington, cantando, abraçados no palco, fecha o círculo de suas mortes.













Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Doutrina Monroe - Por: Marcos Benedito - 03/01/2026

Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...

OBSERVATÓRIO - Imigrantes africanos protestam por direitos humanos em Israel - Do G1, com agências inernacionais

Os imigrantes pedem que o governo conceda a eles o status de refugiado. Enquanto isso, são abrigados em centro penitenciários.                           Munidos de velas e cartazes, imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários. (Foto: Oren Ziv/France Presse)   Imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários e para terem respeitados os direitos humanos. Em um protesto pacíficio, milhares seguram velas e ostentaram cartazes pedidno liberdade. Cerca de 60 mil imigrantes africanos vivem em Israel sem o status de refugiado. Eles são abrigados em centros de detenção, devido a uma lei que passou no parlamento...

Madame Satã, o transformista visto como herói da contracultura e vilão pelo governo Bolsonaro - Daniel Salomão Roque De São Paulo para a BBC News Brasil 26 junho 2021

  bibliOTECA NACIONAL Legenda da foto, Manchete sobre a participação de João Francisco numa fuga penitenciária em 1955. O transformista nutria grande admiração por Carmen Miranda e procurava imitá-la sempre que possível Ao abaixar a cabeça, João Francisco dos Santos, então com 28 anos, viu duas poças se avolumarem no chão de seu quarto — de um lado, as gotas de sangue pingando através de um rasgo em sua sobrancelha direita; do outro, as lágrimas que lhe escorriam pelos cantos dos olhos. Não demorou muito para que ambos os fluidos se misturassem numa poça maior. "A minha pessoa estava feliz demais naquela noite. Eu devia ter desconfiado", recordaria quatro décadas depois, em depoimento ao escritor Sylvan Paezzo (1938-2000). "Já tinha apanhado tanto da danada da vida, que pensei ter chegado a minha boa hora. Aquela demagogia de que não há mal que sempre dure e que depois da tempestade vem a bonança." Corria o ano de 1928, e João Francisco acreditava ter realizado o so...