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OBSERVANDO A PAUTA - VAI OCORRER A GUERRA? - SPUTNIK BRASIL


O porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson chega para um exercício militar conjunto anual chamado Foal Eagle entre a Coreia do Sul e os EUA, no porto de Busan, Coreia do Sul, 15 de março de 2017.

Vai ter guerra? EUA e Coreia do Norte não querem ceder posições

© REUTERS/ Yonhap
ÁSIA E OCEANIA
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Os EUA não descartam a possibilidade de um grande conflito com a Coreia do Norte, mas preferem uma solução diplomática para a crise, disse o presidente Donald Trump em entrevista nesta quinta-feira.

Sputnik International discutiu a declaração de Trump com Andrew O'Neil, professor da ciência política na universidade de Griffith, em Austrália.
Sistema de defesa antimíssil Buk-1M, Rússia (foto de arquivo)
© SPUTNIK/ ALEKSANDR VILF
Sistema russo de dAs palavras do presidente Trump vieram após uma proposta chinesa de suspender o programa nuclear e de mísseis de Pyongyang em troca da suspensão dos exercícios militares conjuntos dos EUA com a Coreia do Sul para resolver a crise.
Ao comentar as chances dos EUA realmente usarem da força militar contra a Coréia do Norte na esteira do seu recente ataque de mísseis contra a Síria, o professor O'Neill disse que Washington poderia eventualmente optar por uma ofensiva em escala limitada contra Pyongyang. Isto, alertou ele, poderia se transformar em um conflito maior e, nesse caso, Coreia do Norte poderia recorrer a uma série de ataques preventivos contra a Coreia do Sul.
Recentemente, a Rússia e o Japão solicitaram o reinício das negociações sobre o programa nuclear norte-coreano.
Quando perguntado se isto poderia trazer uma solução pacífica ao problema, Andrew O'Neil disse não pensar que Pyongyang se comprometerá em qualquer acordo referente ao seu programa nuclear.
Quando perguntado sobre as complicações políticas da instalação de mísseis norte-americanos THAAD na Coreia do Sul, o professor O'Neill disse que esses armamentos servem para assegurar Seul de que o país está protegido.
Por outro lado, o especialista ponderou que o sistema ainda não testado em combate.
Exército Popular da Coreia apresenta, em desfile, complexos de lançamento de mísseis balísticos intercontinentais em abril de 2017
© SPUTNIK/ ILIA PITALEV
Coreia do Norte realiza n"Acho que o THAAD é projetado principalmente para lidar com mísseis de menor alcance, bem como mísseis de longo alcance, possivelmente com ogivas nucleares também."
De todo modo, o professor O'Neill não acredita em uma solução duradoura para a atual crise.
"Estou bastante pessimista sobre as perspectivas para resolução da crise com a Coreia do Norte, simplesmente porque as posições de ambos os lados são inconciliáveis. Não vejo chances de os norte-coreanos mudarem sua política. A ONU, sob o governo Obama, estava comprometida com um padrão de contenção, enquanto a administração Trump busca uma desnuclearização completa da península e não ficará feliz com nada menos do que isso".
"Temos posições fundamentalmente conflitantes e acredito que temos todos os ingredientes de um possível conflito acontecendo no futuro", concluiu Andrew O'Neil.
No sábado, a Coreia do Norte testou outro míssil balístico, que explodiu momentos após a decolagem.
O míssil foi disparado na manhã de sábado da província de Pyeongan, ao norte de Pyongyang.
Enquanto isso, o porta-aviões USS Carl Vinson, acompanhado por uma flotilha de navios de guerra norte-americanos e japoneses, entrou no Mar do Japão. A força-tarefa militar, liderada pelos EUA, ficará estacionada na Península da Coreana, para tentar intimidar a Coreia do Norte.

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