OBSERVANDO A PAUTA - o Desenvergonhamento dos Cafajestes, e o Silêncio, a Paralisia e a Omissão dos Bons! Por: Marcos Benedito
São passados mais de 300 dias, de um golpe preparado pela grande mídia, com o consentimento de um judiciário permissivo, objetivando brecar a caminhada dos trabalhadores rumo à sua emancipação política e financeira.
Na atual crise política, financeira, social e de credibilidade que o Brasil enfrenta, são muitos os segmentos sociais que, assim como as mulheres, deixaram de protagonizar o terrível "Atalho para o Atraso", que está sendo implementado pelo golpista Temer e seus apaniguados políticos.
No discurso, milimetricamente elaborado por Temer, no último dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, o Brasil e o mundo puderam conhecer profundamente o raciocínio desta casta, conhecida como "elite branca dominante", através de um dos seus maiores expoentes, o atual presidente brasileiro, Michel Temer.
O mais assustador, é saber que este pensamento inicialmente explicitado pelo presidente golpista em relação às mulheres, na verdade, é uma linha de raciocínio dele, que se estende aos segmentos sociais mais vulnerabilizados da sociedade brasileira, tais como;
Jovens negros, mulheres negras, homens negros, índios, e também a outros segmentos sociais, como; Os moradores nas comunidades, sem teto, sem terra, estendendo-se inclusive aos segmentos culturais marginalizados pela classe dominante, como; cantores de Rap, pagodeiros, grafiteiros, pichadores, e ainda; os movimentos religiosos, como os praticantes do Candomblé, Umbanda, Crentes Pentecostais etc.
É inegável que existe um segmento social que de fato tem protagonizado a história política e econômica no Brasil.
Este segmento, majoritariamente pertencente à classe A e B, em sua grande maioria tem uma formação acadêmica de excelência, alguns com sobrenomes conhecidos historicamente.
São homens brancos, com vultosas aplicações em bancos nacionais e estrangeiros, herdeiros de emissoras de rádios e televisão, jornais, revistas semanais, bancos, com grande volume de dinheiro aplicado no Brasil e no exterior.
Diferem muito do perfil do trabalhador assalariado, com pouca ou nenhuma formação acadêmica, que vive exclusivamente do suor do seu rosto e da força dos seus braços.
Aquele mesmo, que hoje em dia, está na fila do desemprego, e que tudo indica terá de trabalhar em média 46 anos para conseguir se aposentar com 65 anos de idade.
Que também foi à ruas gritar "Fora Dilma!", acreditando que "Uma Ponte para o Futuro" fosse a realização de um milagre, e hoje, se depara com a maior recessão que o país já enfrentou, desde a década de 30.
É este trabalhador, ludibriado pelo "canto da sereia", que assiste no horário nobre, um dito "Presidente da República", galhofando e humilhando às mulheres, comparando-as, muito provavelmente, à sua "Amélia" de propriedade particular.
Este mesmo trabalhador, que triste e abatido, está começando à perder a sua esperança, vendo o crescimento do discurso desenvergonhado dos cafajestes, enquanto testemunha o silêncio, a paralisia e a omissão dos homens e mulheres de bem, que não obstante, ainda representam a maioria da população brasileira.

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