Pular para o conteúdo principal

OBSERVATÓRIO - GUERRA - RÚSSIA É O PODER DOMINANTE NA SÍRIA - SPUTNIK BRASIL


Tupolev Tu-214R

Rússia opera na Síria com seu mais avançado avião de reconhecimento

© Foto: Wikipedia/Rimma Sadykova
A Rússia enviou nesta semana para a Síria a sua mais moderna aeronave de reconhecimento, o Tu-214R, que chegou à base de Hmeymim, em Latakia, na noite da última segunda-feira, após sobrevoar os territórios do Irã e do Iraque.
O mais avançado avião de inteligência eletrônica russo se junta a um poderoso esquadrão no Oriente Médio, que tem contribuído de maneira decisiva para as constantes vitórias das forças curdas e de Damasco na luta contra o terrorismo. Ao lado de caças Sukhoi Su-24, Su-25, Su-27, Su-30, Su-34, Su-35, helicópteros Mi-8, Mi-24 e bombardeiros Tupolev Tu-22M3, Tu-160 e Tu-95MS, o Tu-214R atuará rastreando atividades militares inimigas a centenas de quilômetros de distância.
Segundo o coronel Sergei Khatylev, ex-chefe do comando de mísseis antiaéreos das Forças Armadas da Rússia, a chegada dessa nova aeronave à Síria representará uma oportunidade ainda melhor para avaliar a eficácia do aparato de combate aéreo russo, em meio a operações de outras potências militares, incluindo os Estados Unidos.  
De acordo com o canal RT, o Tu-214R enviado à Síria está equipado com vários radares capazes de realizar rastreamentos de 360º em qualquer condição climática e sensores óptico-eletrônicos capazes de captar imagens em alta resolução de grandes áreas, o que facilita a localização de inimigos mesmo que estes estejam ocultos ou camuflados. Além disso, a aeronave possui sistemas que lhe permitem interceptar emissões de radares de outros aviões e "ouvir" conversas por telefone via satélite ou mesmo por aparelhos celulares. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Doutrina Monroe - Por: Marcos Benedito - 03/01/2026

Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...

ATITUDE BRASIL: Um olhar sobre o grupo depois de mais de 20 anos - Por: Marcos Benedito

Ao tomar a iniciativa de recuperar e registrar o material do Atitude Brasil na plataforma do YouTube, comecei também a observar novos detalhes que, na época em que tudo foi produzido, talvez não tivessem recebido a devida atenção. Mais de 20 anos depois, ao rever essas gravações, algumas características do grupo tornam-se muito mais evidentes. E uma das primeiras coisas que chama a atenção é justamente aquilo que talvez seja uma das marcas mais importantes do Atitude Brasil: a espontaneidade . A espontaneidade como marca Nas gravações é possível perceber uma alegria natural. Não parece haver uma tentativa artificial de produzir uma determinada reação ou de representar uma coreografia previamente ensaiada. A alegria simplesmente acontece. O grupo demonstra espontaneamente a satisfação de tocar, cantar e fazer música. Isso é particularmente significativo quando comparamos com algumas performances musicais em que a movimentação, os gestos e as expressões parecem excessivamente programados...

OBSERVATÓRIO - Imigrantes africanos protestam por direitos humanos em Israel - Do G1, com agências inernacionais

Os imigrantes pedem que o governo conceda a eles o status de refugiado. Enquanto isso, são abrigados em centro penitenciários.                           Munidos de velas e cartazes, imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários. (Foto: Oren Ziv/France Presse)   Imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários e para terem respeitados os direitos humanos. Em um protesto pacíficio, milhares seguram velas e ostentaram cartazes pedidno liberdade. Cerca de 60 mil imigrantes africanos vivem em Israel sem o status de refugiado. Eles são abrigados em centros de detenção, devido a uma lei que passou no parlamento...