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OBSERVATÓRIO - MINHA EXPERIÊNCIA COM MARINA SILVA - POR RENATO SILVA - 15/02/2014



Não lembro o ano, mas quando fui Secretario Geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, juntamente com a diretoria promovemos uma serie de debates com convidados muito diferentes, entre eles: Maria Conceição Tavares, Delfim Netto, Zé Maria, Jose Aníbal, Jair Bolsonaro, Benedita da Silva, Marina Silva e provavelmente muitas outras pessoas.

Parte delas eu me esqueci, mas lembro-me bem que fiquei muito impressionado ao conversar com a Marina, escutando sua trajetória de vida e de luta.

Aprendeu a ler com 16 anos, viveu uma das piores realidades, que é a de ter sido seringueira, mas superou tudo e foi à luta, realmente fiquei muito impressionado.

O tempo passou, sai do Sindicato e em 2002, fui trabalhar na campanha do então candidato Lula.

Mais uma vez tive a oportunidade de conviver um pouco com a Marina.

Lula se elege e ela vai, obviamente, para o Ministério do Meio Ambiente e ai começam alguns problemas, algumas posições contraditórias que acarretam em sua saída do Governo e em seguida sua saída do PT, filiando-se ao PV.

Ao mesmo tempo, ela se converte evangélica na Assembleia de Deus, concorre às eleições e surpreende, porém com um discurso confuso e vago.

Desliga-se do PV e tenta fundar um novo partido. Não consegue e se filia ao PSB, que já vinha com uma linha mais a direita.

É só ver que em SP o PSB é vice de Geraldo.

Morre Eduardo Campos e Marina vira candidata.

Ai então começa meu espanto.

E mais uma vez me surpreendo com Marina, só que desta vez, negativamente.  
Suas falas são como se estivesse no púlpito de seu templo, munida de toda verdade que a religião permite.

Nada contra isto, desde que seja feito em sua igreja e não em uma campanha eleitoral. 

Seus aliados espantam seu passado, o irmão do assassino de Chico Mendes, Itaú, Natura, grileiros passam a apoiá-la e ela ainda fala mal das alianças do PT.

Seu programa de Governo assusta. 

Fim do credito direcionado, menor atuação dos bancos públicos, autonomia do Banco Central, liberalização da terceirização, fim a atuação da Justiça do Trabalho nas causas individuais e por fim a frase que me marcou mais: “Chico Mendes era da elite”.

Realmente não sei o que aconteceu com esta moça, mas não é a mesma da época que eu a conheci no Sindicato dos Bancários.

Ela hoje é um arremedo de sua historia, uma caricatura mal feita de uma opção salvadora e espero muito que as pessoas entendam isto e pode parecer loucura, mas se fosse para perder a eleição, preferia que fosse para o PSDB, pois deste sabemos o que esperar, não terá surpresas.

A Marina já me passa um duvida quase que assustadora, afinal o chefe econômico dela é André Lara Resende, ninguém mais que um dos articuladores do confisco das contas e poupança da “Era Collor”.


Que o Brasil tenha sorte e juízo neste processo, pois os malucos que andam por ai gritando fora Dilma a qualquer preço, podem dar um tiro nos próprio pé e nas esperanças de todo um povo que conseguiu um processo de inclusão social e econômico de verdade.

* Renato Silva, foi diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, exercendo também cargo na Executiva. 

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