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OBSERVATÓRIO - Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo será lançada nesta sexta - CONTRAF/CUT

  
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A Marcha de Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver tem lançamento nacional nesta sexta-feira, 25 de julho, data que também marca o Dia da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha.

Em São Paulo, o lançamento será a partir das 19h, na Casa do Professor do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), na Rua Bento Freitas nº 71, próximo ao Largo do Arouche, no centro paulistano. No encontro também será prestada uma homenagem ao centenário da escritora Carolina Maria de Jesus.

Oficializada na III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir 2013), a Marcha de Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver se realizará em 13 de maio de 2015, em Brasília (DF), com o objetivo de dar visibilidade às temáticas raciais femininas, abordando questões como a violência, diversidade e reparação histórica ao povo negro no Brasil.

"Queremos refletir sobre o papel das mulheres negras como alicerce na construção da sociedade brasileira e fazer uma referência à luta dos povos ancestrais", afirma a secretária de Combate ao Racismo da CUT São Paulo, Rosana Aparecida Silva. A dirigente explica, ainda, que a proposta é engajar sindicatos cutistas, o movimento negro e outros movimentos sociais para construir e organizar a marcha.

Sandra Mariano, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), afirma que a marcha será marcada pelo protagonismo das mulheres negras por conta das especificidades dessa população, mas a proposta é agregar também a participação dos homens e dos não negros/as. "Queremos todos e todas nessa marcha para que a sociedade brasileira entenda porque estaremos nas ruas no próximo 13 de maio".

Durante o lançamento, será divulgado um manifesto no qual as mulheres negras apontam por que e por quem marcharão, com destaque, entre outros pontos, à luta contra o racismo, pelo fim do machismo e da pobreza; contra a intolerância religiosa e o genocídio da juventude negra e periférica; pela valorização da trabalhadora doméstica; por mais representatividade política e pelo empoderamento da mulher negra.

As atividades são abertas ao público e terão a participação da CUT, de diversas organizações do movimento negro e outros movimentos sociais.


Fonte: Flaviana Serafim - CUT São Paulo

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