Discurso do ex-presidente Lula no encontro nacional de blogueiros, em que ele discutiu com profundidade a desconcentração dos meios de comunicação no Brasil, só serviu, na Folha, para que uma declaração fosse pinçada: a de que seria uma "babaquice" querer "chegar de metrô dentro do estádio"; Lula disse ainda que o torcedor nunca teve problema em andar a pé; "Vai a pé, descalço, de bicicleta, de jumento, de qualquer coisa. Mas o que a gente está preocupado é que tem que ter metrô, tem que ir até dentro do estádio? Que babaquice é essa?", questionou; pontos importantes do discurso, como a regulação da mídia, em países como Inglaterra, Espanha, Portugal, França e Itália foram ignorados pelo jornal; "Estou citando países capitalistas. Não venham dizer que sou esquerdista, nem citei a Venezuela do saudoso presidente Chávez", afirmou; Lei de Meios é necessária?
Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...
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