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Observatório da Imprensa de Araçatuba - Os Pugilistas (Uma Alegoria)

Uma luta de peso pesado, golpes duríssimos de ambos os lutadores.

O lutador de calção preto tenta impor ao seu adversário uma variedade de golpes nas várias regiões do corpo.


O lutador de calção azul insiste em buscar a costela do adversário, atingindo-o   com golpes contundentes, mais que aparentemente não o incomodam.

Termina o primeiro round.
O segundo e em seguida vem o terceiro.

Os golpes de ambos os boxeadores vão entrando.
 
As situações vão se repetindo no quarto round.

O lutador de calção preto continua desferindo golpes diversos, enquanto o lutador de calção azul insiste no único objetivo de magoar a costela do adversário.

No quinto round, acontece o inevitável.

Depois de levar uma série de golpes, o lutador de calção azul cai,  nocauteado fulminantemente.

Nenhum dos golpes desferidos por ele, foi suficientemente forte para derrubar o oponente.

Ao se recuperar do nocaute, o pugilista ainda meio tonto, pergunta ao seu treinador:
 
O que aconteceu?

O treinador responde:
 
você procurou bater o tempo todo na costela dele!

Mais onde foi que eu errei?
Insiste o pugilista.

Acontece, responde o treinador, que ele durante todos os seis meses de treinamento anteriores a luta, ele procurou melhorar a resistência e a técnica da defesa das suas costelas, pois sabia que era justamente ali que você ia tentar atingi-lo. Eu sabia que a fragilidade dele era no estômago, mais você não me deu nenhuma oportunidade para lhe dizer isso.

Entristecido e confuso o pugilista derrotado ainda pergunta:
 
mais por que você não me avisou antes?

E por acaso, em algum momento, você me perguntou qual seria a melhor forma de lutar contra ele?

 
Durante todo o treinamento e até mesmo durante a luta, você demonstrou tamanha confiança, que eu nem tive como lhe passar sequer um pouquinho da melhor técnica para derrotá-lo, concluiu o velho e experiente treinador.

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