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OCUPE WALL STREET - Tradução de Larriza Thurler (edição: Leticia Nunes)

   
As mídias sociais desempenharam um papel vital no movimento Ocupe Wall Street desde que ele teve início como um experimento no Twitter, em julho, quando a revista anticonsumismo Adbusters postou uma sugestão de passeata marcada para o dia 17/9, em Manhattan. Ao longo dos últimos dois meses, manifestantes usaram celulares e redes sociais como Twitter, Facebook e YouTube para espalhar sua mensagem pelo mundo.
Agora, com as autoridades começando a dissolver os acampamentos montados nas cidades americanas, manifestantes podem não ter mais a presença física que ajuda a produzir imagens diárias e vídeos ao vivo. Mesmo tendo criado uma grande rede na internet, organizadores do movimento acreditam que as ferramentas online por si só não são suficientes para sustentá-lo. “Acredito que o componente online foi crítico – a habilidade de colocar vídeos ao vivo, de capturar imagens e criar registros e narrativas de sacrifícios e resistência”, disse Yochai Benkler, professor da Escola de Direito de Harvard e codiretor do Centro Berkman para Internet e Sociedade de Harvard, acrescentando que seria um erro a migração para uma plataforma exclusivamente online. “A habilidade de focar na agenda nacional dependerá de ações no campo, cara a cara”. Foi um vídeo de um episódio com spray de pimenta que se espalhou no YouTube, por exemplo, que ajudoua manter o debate.
Presença digital
O YouTube faz parte da formidável presença digital do Ocupe Wall Street, com 1,7 milhão de vídeos, vistos 73 milhões de vezes, com a tag “occupy”. O movimento conta ainda com 400 páginas no Facebook com 2,7 milhões de fãs em todo o mundo. No Tumblr.com, o blog We Are the 99 Percent continua a publicar histórias pessoais de centenas de pessoas lutando com dívidas estudantis, custos de planos de saúde e execução de hipoteca. Há também dezenas de páginas na internet, incluindoOccupyWallSt e HowToOccupy, com informações sobre os protestos. No Twitter, são mais de 100 contas com milhares de seguidores com a hashtag #ows. A página principal @occupywallstnyc tem mais de 94 mil seguidores. Mas organizadores do movimento reconhecem que precisam de notícias concretas para atualizar todos estes canais.
Para ajudar a propagar o movimento e gerar debate em todas as redes, organizadores estão planejando protestos múltiplos nas próximas semanas. O portal GlobalRevolution ajudaria a agregar e editar vídeos das manifestações em todo o mundo. A empresa de monitoramento 140Elect.com, que rastreia tendências políticas online, notou um aumento nos tuítes, na última semana, que compartilharam conteúdo tanto do Ocupe quanto dos protestos no Egito. Para o cofundador da empresa, Adam Green, a conversa no Twitter está mudando o foco do que está acontecendo nos acampamentos para grandes notícias sobre o movimento ou outros protestos em todo o mundo. Informações de Jennifer Preston [The New York Times, 25/11/11].

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