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Extremista aponta 'malefícios' da miscigenação no Brasil


Anders Breivik cita o País como exemplo dos 'malefícios sociais da miscigenação'

Essa é a extrema direita, esse é o pensamento de muitos no Brasil. É essa gente intolerante, preconceituosa, racista, homofóbica, homicida, que ataca os gays, os negros, os nordestinos, os pobres. É essa gente que pede a separação de São Paulo do resto do país. Essa gente quer o neoliberalismo, o capitalismo cruel, como escreve o terrorista Anders.
Na argumentação ultraconservadora de Breivik, um país "próspero e estável" depende de cinco "fatores primários", expostos por ele na seguinte ordem: o Islã não pode estar presente; o povo deve ser etnicamente homogêneo; a população deve ser educada e ter QI elevado; políticas culturais conservadoras e nacionalistas devem ser aplicadas, com algum grau de protecionismo financeiro; e políticas de livre mercado, "mas um livre mercado direcionado a países culturalmente conservadores".

É isso que significa ser de direita: eliminar o povão, acabar com todos os programas sociais, Bolsa Família, PROUNI, cotas de estudos e empregos para negros, habitação para as classes menos favorecidas, só governar para as elites, os ricos, os cristãos fervorosos da Opus Dei e da TFP. Como demonstrou o terrorista Anders Breivik, essa gente de direita é extremamente perigosa. A ditadura militar no Brasil foi patrocinada por gente com a mesma mentalidade desse assassino. Foram mais cruéis: torturavam antes de matar e escondiam os corpos de seus familiares.

Jussara Seixas [Editora do Terra Brasilis]

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