Pular para o conteúdo principal

Delações premiadas suspeitas

Publicado em 26-Mai-2011

Fonte:
Blog do Zé Dirceu

O que fazem polícia e MP não tem nada a ver com Justiça...A pretexto de combater a corrupção e com base em delações premiadas suspeitas, o Ministério Público (MP) em Campinas denuncia o vice-prefeito da cidade, Demétrio Vilagra (PT) sem nenhuma prova ou indício (vejam o post acima A "Operação São Paulo" em marcha).

Pior, pede sua prisão e transforma o caso num espetáculo mídiático, inclusive chegando ao ponto de distribuir cartazes com a foto do vice nos aeroportos, já que ele se encontrava em férias na Espanha. A partir das informações do MP e da polícia locais, toda a mídia o deu como foragido. Demétrio, ao contrário, dava entrevistas, inclusive pelo twitter. De nada adiantou.

Na Câmara Municipal de Campinas, o PSDB comandou a instalação de uma Comissão Processante contra o prefeito, dr. Hélio (PDT), que nem o Ministério Público ousou denunciar. Assim, investigações e denúncias se transformam em prisões espetaculares e na condenação de fato, pública, dos investigados.

Essa atuação se torna em uma espécie de justiça sumária e política, sob o comando de milícias, pequenas gestapos que investigam, processam, julgam e condenam. De preferência, com os acusados presos e expostos a todo tipo de humilhação e violências como algemas, metralhadoras, invasão de dormitórios com crianças. Enfim, assistimos a um espetáculo que expõe a fragilidade da justiça brasileira e o grau que alcançou o abuso de autoridade no país.

No geral, todas essas medidas midiáticas e toda a violência usada não têm nada a ver com a justa e necessária investigação, o inquérito e a denúncia, ou não, dos investigados. Tampouco têm a ver com o processo e o julgamento daqueles que lesaram os cofres púbicos ou simplesmente roubaram o dinheiro do contribuinte.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Doutrina Monroe - Por: Marcos Benedito - 03/01/2026

Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...

ATITUDE BRASIL: Um olhar sobre o grupo depois de mais de 20 anos - Por: Marcos Benedito

Ao tomar a iniciativa de recuperar e registrar o material do Atitude Brasil na plataforma do YouTube, comecei também a observar novos detalhes que, na época em que tudo foi produzido, talvez não tivessem recebido a devida atenção. Mais de 20 anos depois, ao rever essas gravações, algumas características do grupo tornam-se muito mais evidentes. E uma das primeiras coisas que chama a atenção é justamente aquilo que talvez seja uma das marcas mais importantes do Atitude Brasil: a espontaneidade . A espontaneidade como marca Nas gravações é possível perceber uma alegria natural. Não parece haver uma tentativa artificial de produzir uma determinada reação ou de representar uma coreografia previamente ensaiada. A alegria simplesmente acontece. O grupo demonstra espontaneamente a satisfação de tocar, cantar e fazer música. Isso é particularmente significativo quando comparamos com algumas performances musicais em que a movimentação, os gestos e as expressões parecem excessivamente programados...

OBSERVATÓRIO - Imigrantes africanos protestam por direitos humanos em Israel - Do G1, com agências inernacionais

Os imigrantes pedem que o governo conceda a eles o status de refugiado. Enquanto isso, são abrigados em centro penitenciários.                           Munidos de velas e cartazes, imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários. (Foto: Oren Ziv/France Presse)   Imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários e para terem respeitados os direitos humanos. Em um protesto pacíficio, milhares seguram velas e ostentaram cartazes pedidno liberdade. Cerca de 60 mil imigrantes africanos vivem em Israel sem o status de refugiado. Eles são abrigados em centros de detenção, devido a uma lei que passou no parlamento...