| REDES SOCIAIS Uma nova ferramenta de apuraçãoPor Summer Harlow/AP em 24/5/2011 Reproduzido do blog Jornalismo nas Américas http://knightcenter.utexas.edu/pt-br/, 19/5/2011, título original: "Redes sociais são cada vez mais usadas por jornalistas na busca de fontes e informações, diz estudo"; intertítulo do OI | |
Jornalistas de todo o mundo dependem cada vez mais de redes sociais como o Facebook e o Twitter para encontrar fontes e verificar informações, segundo a quarta edição do Estudo de Jornalismo Digital, informou a Oriella PR Network, que conduziu o levantamento internacional. De acordo com a pesquisa, feita com 478 jornalistas de 15 países, entre eles Brasil e Estados Unidos, 40% dos profissionais usam o Twitter para encontrar fontes e 35%, o Facebook. No ano anterior, eram 33% e 25%, respectivamente. No entanto, a maioria dos jornalistas ainda depende principalmente de métodos tradicionais para encontrar fontes, como destacou o jornal britânico The Guardian: 62% dos entrevistados recorrem a assessorias de imprensa e 59%, a representantes de empresas. Apenas 4% dos profissionais buscam antes as redes sociais. Além disso, 55% disseram que os jornais para os quais trabalham mantêm um perfil no Twitter; 54%, blogs de jornalistas e 48%, vídeos. As pressões pelo uso das redes sociais e pela produção de conteúdos multimídia explicam por que 45% dos entrevistados disseram produzir mais atualmente e 34%, trabalhar mais horas por dia do que um ano atrás. "Com base no estudo, parece que a popularidade dos meios online está encobrindo a dos meios tradicionais. Pela primeira vez desde que o estudo começou a ser feito, a proporção de entrevistados que concordam com a ideia de que seus veículos offline atraem um público maior caiu para menos de 50%", explicou a Oriella PR Network em comunicado. Estudo criticado pela "timidez" Para Tom Foremski, do site de tecnologia ZDNet, o mais interessante é ver a pesquisa "ao contrário": 53% dos jornalistas não usam o Twitter na apuração de matérias e 65% não usam o Facebook. "Isso mostra quão defasada está a maioria dos jornalistas no uso das muitas ferramentas de pesquisa e busca de fontes à disposição", escreveu Foremski. "Está claro que os jornais e revistas, assim como o resto da indústria de mídia, precisam percorrer um longo caminho na transição para os modelos digitais." O estudo foi divulgado pouco tempo depois do lançamento de um guia com as melhores práticas no uso das mídias sociais, da Sociedade Americana de Editores de Notícias - criticado, porém, por sua "timidez" em relação à incorporação das redes sociais ao trabalho nas redações. | |
Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...
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