REINO UNIDO em 10/5/2011 | |
O Press Complaints Commission, órgão que fiscaliza a imprensa britânica, passará a regular também tweets de repórteres e de contas de jornais ainda este ano. A agência chegou à conclusão de que determinadas postagens no Twitter fazem parte do produto editorial de um veículo jornalístico, e seriam monitoradas se fossem impressas ou divulgadas nos sites destes veículos. A mudança no código de conduta irá permitir, assim, que alguém reclame com o órgão sobre qualquer imprecisão divulgada via microblog. No ano passado, a comissão determinou ser incapaz de tomar providências em relação a reclamações feitas sobre tweets do jornal Brighton Argus. A ideia é, no entanto, tentar distinguir tweets particulares e públicos de jornalistas. Qualquer conta com o nome do jornal é claramente oficial, como @telegraphnews ou @thesun_bizarre – e deverá ser fiscalizada. É possível ainda que contas "oficiais" de repórteres também sejam monitoradas. Ficam de fora as contas com informações pessoais. Alguns jornalistas, como Rory Cellan-Jones, da BBC, já mantêm perfis diferentes em uma tentativa de preservar a separação entre o lado profissional e o pessoal. A Press Complaints Commission quer, ainda, que cada veículo de mídia elabore normas para o uso do Twitter, de modo a definir que contas são consideradas parte do produto editorial. Publicações no Twitter já estão sujeitas a leis de calúnia e ações legais. Em fevereiro, a comissão determinou que informações postadas no Twitter deveriam ser consideradas públicas e publicáveis por jornais, depois de inocentar o Daily Mail e o Independent on Sunday de uma acusação por quebra de privacidade. Ambos haviam divulgado tweets de Sarah Baskerville, funcionária do Departamento de Transporte, em novembro do ano passado. Demissões No Brasil, o uso do Twitter por jornalistas ainda provoca situações conturbadas. Há um ano, Felipe Milanez, editor da edição brasileira da revista National Geographic, da editora Abril, foi demitido depois de fazer, em sua conta no microblog, críticas pesadas à revista Veja, do mesmo grupo editorial. No mês passado, mais uma controvérsia. Desta vez, dois jornalistas do grupo Folha de S. Paulo trocaram comentários sobre a atuação da imprensa na morte do ex-vice-presidente José Alencar. "Nunca um obituário esteve tão pronto. É só apertar o botão", escreveu o editor-assistente de política da Folha, Alec Duarte. A repórter Carolina Rocha, do jornal Agora, respondeu: "Mas na Folha.com nada ainda... esqueceram de apertar o botão. rs". Sem fazer citação direta, Alec lembrou do episódio em que a Folha noticiou erroneamente a morte do ex-senador Romeu Tuma, no ano passado: "Ah sim, a melhor orientação ever. O último a dar qualquer morte. É o preço por um erro gravíssimo". A troca de mensagens levou à demissão dos dois. Com informações de Dan Sabbagh [The Guardian, 6/5/11]. | |
OBSERVATÓRIO - Imigrantes africanos protestam por direitos humanos em Israel - Do G1, com agências inernacionais
Os imigrantes pedem que o governo conceda a eles o status de refugiado. Enquanto isso, são abrigados em centro penitenciários. Munidos de velas e cartazes, imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários. (Foto: Oren Ziv/France Presse) Imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários e para terem respeitados os direitos humanos. Em um protesto pacíficio, milhares seguram velas e ostentaram cartazes pedidno liberdade. Cerca de 60 mil imigrantes africanos vivem em Israel sem o status de refugiado. Eles são abrigados em centros de detenção, devido a uma lei que passou no parlamento...
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