MEMÓRIA IMPRESSA Por O Globo em 24/5/2011 Reproduzido do " Digital&Mídia" do Globo.com, 20/5/2011; título original "Google desiste do projeto de digitalização dos arquivos de jornais" | |
A Google encerrou um dos seus projetos mais ambiciosos: digitalizar e disponibilizar na internet os arquivos de jornais de todo o mundo. Lançado em 2008 em parceria com diversas publicações na América do Norte e com as empresas de digitalização de arquivos ProQuest e Heritage, o Google News Archive já pôs na rede os arquivos de milhares de edições de 2 mil jornais. Rumores já davam conta da descontinuidade do projeto. Mas um porta-voz da Google confirmou a informação ao site especializado "Search Engine Land" nesta sexta-feira. "Nós trabalhamos em parceria com jornais em várias iniciativas e, como parte do programa de digitalização do Google News Archives, nós ajudamos a tornar edições antigas acessíveis e pesquisáveis on-line. Entre esses jornais estão o "London Advertiser", de 1895, o "L‘Ami du Lecteur" da virada do século e o "Milwaukee Sentinel", de 1910 a 1995. "Os internautas podem continuar pesquisando os jornais que já estão disponíveis, mas nós não planejamos acrescentar novas ferramentas e e funcionalidades ao Google News Archives nem aceitar novos microfilmes ou arquivos digitais para processamento", disse o comunicado enviado ao site. Na quinta-feira (19/5), a Google teria enviado e-mail às publicações parceiras comunicando o encerramento do projeto. De acordo com o Boston Phoenix - uma dessas publicações - a empresa de internet alegou que poderia assim concentrar seus esforços "em novos projetos que ajudem a indústria, como o Google One Pass, plataforma que permite às editoras vender conteúdo e assinaturas diretamente dos seus próprios sites". Segundo o "Huffington Post" , a decisão - juntamente com o recente encerramento do Google Videos, site de vídeos lançado pela empresa antes da compra do YouTube - parece ser um sinal do realinhamento promovido pelo novo diretor-executivo, o cofundador Larry Page. | |
Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...
Comentários
Postar um comentário