Você sabe o que é isso? Por Emanuelle Najjar em 16/6/2009 | |
De acordo com o calendário, 7 de junho é o dia da Liberdade de Imprensa no Brasil. Um dia daqueles em que muitos jornalistas se manifestarão em românticos posts de blogs e artigos espalhados em fóruns e outros sites, falando sobre a grandeza da data, esboçando mil e um panoramas da situação dos jornalistas no mundo... Cansativo. Lugar-comum. Coisa chata, assim como matérias de TV sobre o aumento de vendas no comércio e presentes desejados no natal, páscoa ou dia das mães. É comum apenas encararmos a situação como desastrosa, ou de calamidade, ao focar somente nas estatísticas de profissionais mortos e da quantidade de países em que a profissão representa mais risco. Mais comum ainda relembrarmos a época dos porões da ditadura brasileira. Mas, quem se preocupa em explicar o que é liberdade de imprensa e por que ela é importante? Liberdade e imprensa são conceitos abstratos para a população. Muitos encaram liberdade como o ato de "dizer e fazer sem consequências ou punições" e imprensa como fofoca de artistas, escândalos políticos e apresentadores de jornal no tele-prompter. Educação e consciência Muitos não têm noção da importância que tem a imprensa em uma sociedade democrática... na realidade, em uma sociedade qualquer. Não sabem o valor que tem uma informação e muito menos que há jornalistas que morrem no exercício de seu trabalho. Para alguns, imprensa é coisa de gente que não tem o que fazer, ou de "gente endinheirada". Há quem encare os jornais e as notícias como coisas chatas. Outros só enxergam as palavras "imprensa" e "liberdade" juntas quando se trata de celebridades reclamando de paparazzi. Muito se faria em nome dessa liberdade, se a sociedade soubesse o seu real significado. Que é essa liberdade que proporciona sua visão de mundo e sua rotina. É uma questão de honestidade e até de educação. Faz parte do nosso papel de jornalista. É uma questão de consciência. | |
Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...
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