Blogs intensificam críticas e pedem explicações em 17/5/2011 | |
Por anos, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, exaltou a virtude da transparência, noticia Miguel Helft [The New York Times, 14/5/11]. A rede social requer que as pessoas usem sua identidade real em grande parte porque Zuckerberg alega acreditar que as pessoas se comportam melhor se não puderem esconder suas palavras e ações sob o anonimato. "Ter duas identidades é uma exemplo de falta de integridade", teria dito ele. Esta virtude foi questionada depois de vir à tona que o Facebook teria contratado uma empresa para difamar o Google na mídia, por conta de uma ferramenta rival, o Social Circle. O fato foi revelado na semana passada, pelo site The Daily Beast. As matérias acusavam a ferramenta, que permite que usuários do Gmail interajam entre si, de permitir que o Google coletasse dados muito pessoais de seus clientes. Detalhe: o próprio Facebook teve suas práticas de privacidade criticadas. "Fazer isto de forma anônima é, obviamente, uma contradição dos valores do Facebook. Parece hipócrita", disparou David Kirkpatrick, autor do livro O Efeito Facebook. O Facebook chegou a emitir um mea culpa, alegando que não teve a intenção e não autorizou a campanha de difamação contra o Google. "Quisemos que terceiros verificassem que as pessoas não aprovassem a coleta e o uso de informação de suas contas no Facebook e outros serviços para inclusão no Social Circles. Pedimos à empresa Burson-Marsteller para focar na questão, usando dados disponíveis publicamente que poderiam ser verificados de maneira independente por qualquer veículo ou analista. A questão é séria e deveríamos tê-la apresentada de maneira séria e transparente", afirmou, em declaração. "Inaceitável" Ainda assim, continuou a ser criticado. O influente blog de tecnologia TechCrunch pediu uma explicação melhor e chamou as táticas do Facebook de "covardes" e "repugnantes". Outro blog, o Inside Facebook, disse ter sido uma "tentativa espetacularmente falha de prejudicar a concorrência". Empresas no Vale do Silício costumam vender pautas para repórteres sobre práticas questionáveis de rivais. Em 1998, por exemplo, quando a Microsoft foi criticada por reguladores antitruste, descobriu-se que ela planejou uma campanha para plantar cartas ao editor e artigos de opinião favoráveis em jornais dos EUA, como se fossem de pessoas comuns. Especialistas de relações públicas criticaram o Facebook por ter feito isto de maneira anônima e por ter solicitado à Burson-Marsteller que não revelasse sua identidade. "É inaceitável", pontuou Tom Goldstein, professor de jornalismo e especialista em ética da Universidade da Califórnia. Na opinião de Rosanna M. Fiske, executiva-chefe da Sociedade de Relações Públicas dos EUA, foi errado o Facebook insistir no anonimato e a Burson-Marsteller ter concordado. | |
Onde a Doutrina Monroe foi usada como instrumento de dominação A chamada Doutrina Monroe não surgiu por acaso, nem por boa vontade. Ela foi criada em 1823, quando os Estados Unidos ainda estavam se afirmando como nação, mas já pensavam como império em formação. O contexto era claro: países da América Latina estavam se libertando das coroas europeias, especialmente da Espanha e de Portugal, e as grandes potências do Velho Mundo observavam com interesse a possibilidade de retomar influência sobre essas regiões. Foi nesse cenário que os EUA se apresentaram como “protetores” do continente. O discurso oficial dizia que a Europa não deveria mais interferir nas Américas. Soava bonito, até necessário. Mas o objetivo real era outro: afastar os europeus para assumir o controle do território, da política e da economia do continente. Nascia ali a famosa frase: “A América para os americanos.” Só que nunca ficou claro quem eram esses “americanos”. Na prática, a doutrina estabeleceu que nenhum país d...
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