| Liberdade de expressão para quem? Por Venício A. de Lima | |
| O recente episódio da demissão do jornalista Felipe Milanez, editor da revista National Geographic Brasil, publicada pela Editora Abril, por ter criticado, via Twitter, a revista Veja, é revelador da hipocrisia geral que envolve as posições públicas dos donos da mídia sobre liberdade de expressão e liberdade de imprensa. As relações de trabalho nas redações brasileiras, é sabido, são hierárquicas e autoritárias. Jornalistas editores são considerados, pelos patrões, como ocupando "cargos de confiança" e devedores de lealdade incondicional. Mas não se trata aqui da expressão de opinião contrária à posição editorial em matéria jornalística publicada no mesmo veículo. Isso, não existe. Trata-se, na verdade, da liberdade de expressão individual "sob qualquer forma, processo ou veículo". Segundo matéria publicada no Portal Imprensa, o redator-chefe da National Geographic Brasil, Matthew Shirts, confirmou que Felipe Milanez "foi demitido por comentário do Twitter com críticas pesadas à revista. A Editora Abril paga o salário dele e tomou a decisão". Pode um jornalista profissional expressar sua posição pessoal sobre o jornalismo praticado por outro veículo cujo proprietário é o mesmo daquele em que trabalha, sem correr o risco de perder o emprego? A liberdade de expressão se aplica quando estão envolvidas relações empregatícias? Ela é ou não é um direito individual universal? Nota oficial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, em defesa do jornalista Felipe Milanez, afirma: A violenta e bem sucedida campanha contra a diretriz relativa ao direito à comunicação contida na terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos é apenas o exemplo mais recente (ver "PNDH3: A grande mídia vence mais uma"). Os representantes da Editora Abril são parte ativa desta tentativa, onde a grande mídia se apresenta como defensora intransigente da liberdade. Como, no entanto, conciliar a posição libertária dos grupos de mídia com a relação trabalhista autoritária que mantêm com seus empregados jornalistas? Quais as implicações éticas dessa relação autoritária para com a verdade e o interesse público? Episódios como a demissão de Felipe Milanez nos obrigam a perguntar, uma vez mais, para quem é a liberdade de expressão que a grande mídia defende? | |
OBSERVATÓRIO - Imigrantes africanos protestam por direitos humanos em Israel - Do G1, com agências inernacionais
Os imigrantes pedem que o governo conceda a eles o status de refugiado. Enquanto isso, são abrigados em centro penitenciários. Munidos de velas e cartazes, imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários. (Foto: Oren Ziv/France Presse) Imigrantes africanos em Israel foram às ruas da capital Tel Aviv, neste sábado (28), para protestar contra ações do governo que os têm confinado em centros penitenciários e para terem respeitados os direitos humanos. Em um protesto pacíficio, milhares seguram velas e ostentaram cartazes pedidno liberdade. Cerca de 60 mil imigrantes africanos vivem em Israel sem o status de refugiado. Eles são abrigados em centros de detenção, devido a uma lei que passou no parlamento...
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