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O que foi o Massacre de São Bartolomeu, ocorrido há 450 anos - Edison Veiga De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil - 23 agosto 2022

  Foi um massacre, uma verdadeira carnificina o que se viu em Paris há 450 anos. O episódio entrou para a história como Noite de São Bartolomeu, porque foi iniciado nas primeiras horas da madrugada do dia 24, data em que católicos celebram o santo. A grande matança, que segundo relatos da época tingiu de sangue até mesmo as águas do Rio Sena, foi uma tentativa da maioria católica de exterminar a minoria protestante — no caso, os huguenotes, seguidores da linha protestante do teólogo francês Jean Calvino (1509-1564). Mas os contornos religiosos na realidade eram pretexto, em um mundo em que o poder não era nada laico, para disputas geopolíticas. No contexto, vale ressaltar que a França vivia as chamadas guerras religiosas, com oito episódios confrontando católicos e reformadores entre 1560 e o fim do século 16. Se o trono francês era ocupado por uma família católica — a Casa de Valouis, que reinou entre 1328 e 1589 —, o calvinismo avançava sobretudo nas regiões sul e oeste, tendo mu...

A DIFERENÇA ENTRE DESENVOLVER AÇÕES EFETIVAS E APENAS CRITICAR (VALE A PENA LER DE NOVO)- POR: MARCOS BENEDITO

 A DIFERENÇA ENTRE AGIR E CRITICAR Marcos Benedito Em 2009, tive a grata satisfação de participar do processo de Revisão do Tratado de Durban em Genebra na Suíça.  Lembro-me das reuniões preparatórias em Brasília, foram pelo menos três, com ampla participação das principais lideranças da sociedade civil, movimento negro e do próprio governo.  Neste período eu exercia também a presidência do INSPIR (Instituto Sindical Interamericano Pela Igualdade Racial) e também participava do CNPIR (Conselho Nacional da Promoção da Igualdade Racial), órgão ligado à SEPPIR (Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial) na representação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).    As reuniões preparatórias eram muito intensas e desgastantes, com a participação ativa de todos os segmentos, cada um deles preocupados com cada item do Tratado, todos atentos até mesmo aos pontos e vírgulas que iriam fazer parte do documento final. Frases iniciadas com “fortalecer”, “atender”, ...

Historiador desvenda origem de povo escravizado na mineração de ouro e diamante no Brasil - Leandro Machado Da BBC News Brasil em São Paulo

  Legenda da foto, Imagem de cerimônia da população do Reino de Ajudá, em Benim Um historiador brasileiro desvendou a origem histórica dos courás, um dos povos mais singulares e enigmáticos da escravidão. Também conhecidos como couranos, eles foram traficados da África para as Américas — e, no Brasil, habitaram diversas regiões, principalmente cidades de Minas Gerais. Até então a história desse grupo de africanos sequestrados e trazidos à força para o Brasil era incerta, segundo o historiador Moacir Rodrigo de Castro Maia. "Esse era um mistério dos estudos sobre a escravidão. Embora eles fossem muito presentes em Minas, não se sabia muito sobre a origem dos courás", diz ele. Milhares de couranos foram traficados para as Américas — dos Estados Unidos e Caribe à América do Sul —, e parte significativa desembarcou na colônia portuguesa para trabalhar nas primeiras décadas da produção de ouro e diamantes em cidades como Diamantina, Ouro Preto e Mariana — há também registros deles...

Funk faz sucesso no exterior, mas continua a ser atacado no Brasil, diz pesquisador Leandro Machado Da BBC News Brasil em São Paulo - 31 julho 2022

  enda da foto, A funkeira Anitta é atualmente a artista brasileira mais famosa no exterior Para o pesquisador Danilo Cymrot, embora o funk faça um estrondoso sucesso no Brasil e no exterior, o gênero musical continua enfrentando um processo de ataques e perseguição inclusive da lei. Para ele, a ascensão de funkeiros como Anitta, hoje a artista brasileira mais conhecida fora do país, não impedem que o estilo sofra com criminalização e repressão policial. "Acho que existe uma síndrome de vira-lata também, que não valoriza nossa produção", disse em entrevista à BBC News Brasil. Danilo Cymrot é mestre e doutor em Direito Penal e Criminologia pela Faculdade de Direito da USP. Desde 2013 ele é pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. No mês passado, Cymrot lançou o livro  O Funk na Batida  (Edições Sesc), sobre a história da criminalização do funk por meio de projetos de lei que tentam disciplinar, proibir e censurar o gênero. A obra mostra como o ritmo,...