Para começar, não há nada de descolado em ser de religião de matriz africana. Não é ‘alternativo’, nem ‘religião da moda’. O que me espanta é ver como a mídia ainda se sustenta na superficialidade e continua representando aspectos da cultura negra de maneira esvaziada, estereotipada, deturpada. Essas religiões tem tradição, fundamentos e regras na sua existência. Quando você recebe um convite para ser entrevistada numa revista, não há garantias de como o conteúdo vai ser veiculado. Mas, associar a sua entrevista à uma reportagem que traz o Candomblé e a Umbanda como religiões da moda , e como se isso fizesse de você “alternativo”, é lastimável. Precisamos nos retratar de outra forma, com criticidade e mais respeito. Querem falar sobre os jovens no Candomblé e da Umbanda? Identifique que essas são religiões de matriz africana, elas tem origem, elas tem tradição, memória, história, estrutura. Resistem de geração em geração. São heranças culturais. Difundir informações e...