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A VERTIGEM DO BOLSONARISNO - Por: Marcos Benedito - 26/12/2025

Jair Bolsonaro soube capitalizar, como poucos, uma fragilidade momentânea da esquerda no Brasil para se firmar como uma alternativa eleitoral viável, num momento específico da história no Brasil. 

Em um cenário marcado pelo desgaste dos governos petistas e por um ambiente de polarização intensa, Bolsonaro passou a ocupar o espaço simbólico de “oposição à esquerda”, ainda que sua trajetória política jamais tenha representado, de forma orgânica, um projeto sólido e estruturado da direita brasileira.

É preciso deixar claro: a direita no Brasil — assim como no mundo — é muito mais ampla do que o bolsonarismo. Ela comporta diferentes correntes ideológicas, visões econômicas, posições institucionais e projetos de país. O bolsonarismo, por sua vez, apresenta características próprias, personalistas e familiares, que frequentemente entram em conflito com os interesses mais amplos do campo direitista.

Essas contradições tornam-se ainda mais evidentes quando interesses particulares da família Bolsonaro se sobrepõem ao debate público e às necessidades políticas do próprio segmento que o elegeu. O lançamento do nome de Flávio Bolsonaro como alternativa política, em meio a um contexto de fragilidade institucional e crise de liderança, revela não apenas um movimento de autopreservação, mas também o esgotamento de um projeto centrado em uma lógica quase dinástica.

A direita, enquanto ideologia, não pode ser reduzida a um sobrenome. Ela não nasce, não se sustenta e não se renova a partir de relações familiares. 

Ao contrário, sua força histórica sempre esteve ligada à pluralidade de ideias, à construção de lideranças e à capacidade de diálogo com diferentes setores da sociedade.

É verdade que Bolsonaro representou, em um momento específico da história recente do país, o nome mais competitivo para enfrentar a esquerda no campo eleitoral. Esse contexto foi ainda mais peculiar pelo fato de Lula estar preso — prisão que posteriormente se revelou injusta —, o que contribuiu para distorcer o equilíbrio político daquele período. Ainda assim, circunstâncias históricas não devem ser confundidas com legitimidade ideológica permanente.

Bolsonaro foi um fenômeno político circunstancial, não a síntese da direita brasileira. Da mesma forma, não há qualquer garantia de que seus filhos ou sua esposa representem, hoje ou no futuro, os interesses reais da direita no Brasil ou no cenário internacional. Confundir bolsonarismo com direita é empobrecer o debate político e limitar a capacidade de renovação desse campo ideológico.

Se a direita deseja sobreviver politicamente, crescer e dialogar com a sociedade de forma madura, precisará olhar para além do bolsonarismo, abandonar projetos personalistas e romper com a ideia de hereditariedade política. 

O futuro da direita brasileira não está preso a uma família — está na reconstrução de ideias, lideranças e propostas que dialoguem com a realidade do país.

O Presidente Lula, juntamente com as demais forças representativas dos interesses da maior parte da populacão, superou todas as artimanhas realizadas pelo bolsonarisno, inclusive com uma tentativa transloucada də golpe, e hoje está devolvendo ao Brasil a sua identidade no cenário mundial, mudando interna e externamente a imagem desgastada do país, devolvendo ao povo a sua dignidade, recuperando tudo aquilo que a direita tentou usurpar através das suas artimanhas golpistas!


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