Nadine Gusman, da ONU Mulheres, reforça importância de adoção de políticas públicas e defende força-tarefa entre homens e mulheres na luta por igualdade Nadine Gasman, representante do Escritório da ONU Mulheres no Brasil (VEJA.com/Divulgação) A desigualdade de gênero no mercado de trabalho, no Brasil e no mundo, existe desde o dia em que a primeira mulher conseguiu o primeiro emprego. No país, a diferença salarial, que revela apenas uma das facetas do problema, mostra que elas ganham, em média, 73,7% do benefício recebido pelos homens, segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada no fim do ano passado. Tal abismo tem diminuído ao longo do tempo, mas só será efetivamente extinto com a adoção de políticas públicas e outras ações afirmativas. Esta é opinião de Nadine Gasman, representante do Escritório da ONU Mulheres no Brasil. "Se for pela vontade espontânea, ou pela consciência, demoraremos mais 80, 100 ou 200 anos para ating...